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Fórmulas de Matemática para o ENEM: resumo estratégico e como usar

Revise as principais fórmulas de Matemática para o ENEM e entenda quando usar cada uma em porcentagem, funções, estatística, geometria e mais.

Mesa de estudos com fórmulas de Matemática para o ENEM, gráficos, geometria e resumo de conteúdos.

No segundo dia do ENEM, o candidato enfrenta 45 questões de Matemática. Conhecer as principais fórmulas ajuda, mas simplesmente decorá-las não resolve o problema.

O ENEM costuma apresentar a Matemática dentro de situações contextualizadas: terrenos, embalagens, gráficos, pesquisas, financiamentos, consumo, produção, distâncias e muitas outras situações do cotidiano.

Por isso, a fórmula não deve ser tratada como o ponto de partida. Primeiro é preciso entender o problema, identificar as grandezas envolvidas e só então escolher a ferramenta matemática adequada.

Neste resumo estratégico, reunimos algumas das principais fórmulas de Matemática para o ENEM, organizadas por assunto, explicando quando usar cada uma e destacando erros frequentes.

Se você também quiser organizar sua revisão por conteúdos, consulte nosso artigo sobre os 10 assuntos que mais caem em Matemática no ENEM.


1. Razão, proporção, porcentagem e escala

Grande parte das questões de Matemática do ENEM exige domínio de relações proporcionais. Antes de procurar uma fórmula complicada, verifique se o problema pode ser resolvido com razão, proporção ou porcentagem.

Proporção

Se duas razões são equivalentes:

a/b = c/d

então:

a × d = b × c

Essa relação está por trás da conhecida regra de três.

Antes de multiplicar, porém, verifique a relação entre as grandezas.

  • Diretamente proporcionais: quando uma aumenta, a outra também aumenta na mesma proporção.
  • Inversamente proporcionais: quando uma aumenta, a outra diminui proporcionalmente.

O erro clássico é montar automaticamente uma regra de três sem analisar essa relação.

Porcentagem

Para aumentar um valor em P%:

Valor final = Valor inicial × (1 + P/100)

Exemplo: aumento de 20%:

Valor final = Valor inicial × 1,20

Para diminuir um valor em P%:

Valor final = Valor inicial × (1 − P/100)

Exemplo: desconto de 30%:

Valor final = Valor inicial × 0,70

Em aumentos ou descontos sucessivos, não some simplesmente as porcentagens. Trabalhe com os fatores multiplicativos.

Escala

Em mapas, plantas e maquetes:

Escala = medida no desenho / medida real

As duas medidas precisam estar na mesma unidade antes da divisão.

Essa conversão é uma das principais fontes de erro em questões de escala.

Juros simples e compostos

Nos juros simples:

J = C × i × t

e:

M = C + J

Nos juros compostos:

M = C × (1 + i)ⁿ

Em que:

  • M = montante;
  • C = capital inicial;
  • i = taxa de juros em forma decimal;
  • n = número de períodos.

A taxa e o tempo precisam estar na mesma unidade. Uma taxa mensal, por exemplo, deve ser combinada com um número de meses.


2. Estatística e probabilidade

Estatística e probabilidade fazem parte da Matriz de Referência do ENEM e frequentemente aparecem associadas à leitura de tabelas, gráficos, pesquisas e situações cotidianas.

Média, moda e mediana

Infográfico comparando média, moda e mediana com o conjunto de dados 2, 3, 3, 4 e 8.

Média aritmética

Média = soma dos valores / quantidade de valores

Média ponderada

Média ponderada = soma de cada valor × seu peso / soma dos pesos

Moda

É o valor que ocorre com maior frequência.

Um conjunto pode:

  • não possuir moda;
  • possuir uma única moda;
  • possuir duas modas, sendo chamado de bimodal;
  • possuir mais de duas modas.

Mediana

Primeiro, coloque os dados em ordem.

Se a quantidade de valores for ímpar, a mediana é o termo central.

Se for par, será a média dos dois termos centrais.

Esse detalhe aparece com frequência em erros de resolução: tentar localizar a mediana antes de ordenar os dados.

Probabilidade

Em situações equiprováveis:

P(A) = número de casos favoráveis / número de casos possíveis

Para eventos independentes:

P(A e B) = P(A) × P(B)

Quando os eventos não são independentes, é preciso considerar a probabilidade condicional.

Para a união de dois eventos:

P(A ou B) = P(A) + P(B) − P(A e B)

Se os eventos forem mutuamente exclusivos, não existe interseção e a expressão fica:

P(A ou B) = P(A) + P(B)

Erro frequente: em retiradas sucessivas sem reposição, esquecer que o número total de elementos muda depois da primeira retirada.


3. Funções e progressões

Quando o problema apresenta grandezas que variam entre si, sequências, crescimento, redução, máximos ou mínimos, funções e progressões podem aparecer.

Progressão Aritmética — PA

A PA possui uma diferença constante entre termos consecutivos.

Termo geral:

aₙ = a₁ + (n − 1)r

Soma dos n primeiros termos:

Sₙ = (a₁ + aₙ) × n / 2

Progressão Geométrica — PG

Na PG, cada termo é obtido multiplicando o anterior por uma razão constante.

Termo geral:

aₙ = a₁ × qⁿ⁻¹

Função afim

f(x) = ax + b

Em que:

  • a determina a inclinação da reta;
  • b é o valor de f(x) quando x = 0.

Em problemas contextualizados, b pode representar um valor inicial ou uma parcela fixa.

Função quadrática

f(x) = ax² + bx + c

Para encontrar as raízes:

Δ = b² − 4ac
x = (−b ± √Δ) / 2a

Em problemas de máximo ou mínimo, o vértice da parábola é particularmente importante.

Gráfico de uma função quadrática destacando o vértice da parábola e as coordenadas xᵥ e yᵥ.

Coordenada x do vértice:

xᵥ = −b / 2a

Coordenada y:

yᵥ = −Δ / 4a

Se o problema pergunta quando ou para qual quantidade ocorre um máximo ou mínimo, normalmente interessa xᵥ.

Se pergunta qual é o valor máximo ou mínimo, normalmente interessa yᵥ.


4. Geometria Plana

Questões de Geometria no ENEM frequentemente combinam figuras e exigem que o estudante decomponha uma região em formas conhecidas.

Para aprofundar esse conteúdo, consulte nosso material sobre Áreas de Figuras Planas.

Retângulo

A = b × h

Quadrado

A = L²

Triângulo

A = b × h / 2

Triângulo equilátero

A = L²√3 / 4

Paralelogramo

A = b × h

Trapézio

A = (B + b) × h / 2

Losango

A = D × d / 2

Círculo

A = πr²

Comprimento da circunferência

C = 2πr

Um cuidado essencial é distinguir circunferência, que representa o contorno, de círculo, que representa a região interna.


5. Teorema de Pitágoras e Trigonometria

No triângulo retângulo:

hipotenusa² = cateto₁² + cateto₂²

Ou, utilizando letras:

c² = a² + b²

em que c representa a hipotenusa.

Triângulo retângulo indicando hipotenusa, cateto oposto e cateto adjacente com seno, cosseno e tangente.

Para um ângulo θ:

sen θ = cateto oposto / hipotenusa
cos θ = cateto adjacente / hipotenusa
tan θ = cateto oposto / cateto adjacente

Também vale conhecer — ou saber deduzir rapidamente — os valores das razões trigonométricas dos ângulos de 30°, 45° e 60°.

O ponto mais importante, entretanto, continua sendo identificar corretamente qual lado é oposto e qual é adjacente em relação ao ângulo escolhido.


6. Geometria Espacial

O ENEM apresenta com frequência reservatórios, embalagens, caixas, tanques e outros objetos tridimensionais.

Para estudar o assunto com mais profundidade, veja nosso artigo sobre Volume de Sólidos Geométricos no ENEM.

Prisma

V = Aᵦ × h

Cilindro

V = πr²h

Paralelepípedo retângulo

V = comprimento × largura × altura

Pirâmide

V = Aᵦ × h / 3

Cone

V = πr²h / 3
Comparação entre cilindro e cone de mesmo raio e mesma altura mostrando que o cone possui um terço do volume do cilindro.

Um cone e um cilindro que possuem a mesma área de base e a mesma altura apresentam uma relação simples:

Vcone = Vcilindro / 3

A mesma relação ocorre entre uma pirâmide e um prisma de mesma área da base e mesma altura.

Esfera

V = 4πr³ / 3

Conversão entre volume e capacidade

Uma relação extremamente útil é:

1 dm³ = 1 L

e:

1 m³ = 1 000 L

Antes de comparar volumes ou capacidades, confira sempre as unidades.

Para visualizar melhor como as fórmulas de áreas e volumes dos sólidos se relacionam, assista à aula Volumes e Áreas dos Sólidos (Fórmulas) | Waldemática:

Volumes e Áreas dos Sólidos (Fórmulas) | Waldemática

7. Geometria Analítica

No plano cartesiano, uma das relações fundamentais é a distância entre dois pontos.

Dados:

A(x₁, y₁)

e:

B(x₂, y₂)

temos:

d = √[(x₂ − x₁)² + (y₂ − y₁)²]

Essa expressão nada mais é do que uma aplicação do Teorema de Pitágoras no plano cartesiano.


Preciso decorar todas essas fórmulas?

Não.

O ideal é separar as fórmulas em três grupos:

Fórmulas que vale memorizar

São relações utilizadas com frequência e que precisam estar disponíveis rapidamente, como:

  • áreas das principais figuras;
  • volumes;
  • média;
  • probabilidade básica;
  • Pitágoras;
  • seno, cosseno e tangente;
  • vértice da parábola.

Fórmulas que podem ser compreendidas ou deduzidas

Algumas relações ficam muito mais fáceis quando você entende sua origem.

Por exemplo, o volume de um prisma é:

área da base × altura

A partir dessa estrutura, não é necessário decorar separadamente uma fórmula completamente nova para cada tipo de prisma.

Fórmulas que a própria questão pode tornar desnecessárias

O ENEM não apresenta um formulário geral de Matemática para ser consultado durante a prova. Entretanto, determinadas questões podem fornecer dados, relações ou informações suficientes para que uma fórmula específica não precise ser lembrada isoladamente.

Por isso, compreender o problema continua sendo mais importante do que colecionar fórmulas.


Erros comuns ao usar fórmulas no ENEM

Conhecer uma fórmula não impede erros de interpretação.

Fique atento principalmente a estes pontos:

  • usar unidades diferentes na mesma operação;
  • confundir raio com diâmetro;
  • esquecer o /3 no volume de cones e pirâmides;
  • utilizar porcentagens sucessivas como se pudessem ser simplesmente somadas;
  • calcular mediana sem ordenar os dados;
  • confundir área com perímetro;
  • confundir área com volume;
  • escolher xᵥ quando a questão pede yᵥ;
  • esquecer que uma retirada sem reposição altera a probabilidade seguinte;
  • montar uma regra de três sem verificar se as grandezas são diretas ou inversas.

FAQ: fórmulas de Matemática para o ENEM

Preciso decorar todas as fórmulas de Matemática para o ENEM?

Não. É mais eficiente dominar as relações fundamentais dos assuntos mais importantes e compreender de onde vêm algumas fórmulas. Isso reduz a quantidade de informação que precisa ser memorizada.

O ENEM fornece as fórmulas na prova?

Não existe um formulário geral de Matemática entregue ao candidato. Algumas questões, porém, podem fornecer informações ou relações específicas necessárias para a resolução. Por isso, não é uma boa estratégia depender disso.

Qual é a melhor maneira de memorizar fórmulas?

Aplicá-las.

Uma fórmula utilizada em diversos problemas contextualizados tende a ser lembrada com muito mais facilidade do que uma fórmula apenas copiada várias vezes.

Como saber qual fórmula usar?

Antes de procurar uma fórmula, identifique:

  1. o que a questão fornece;
  2. o que ela pede;
  3. quais grandezas estão relacionadas;
  4. quais unidades aparecem;
  5. qual conteúdo matemático representa essa relação.

Esse processo costuma ser mais importante do que a própria substituição dos números na fórmula.


Próximos passos

Um resumo de fórmulas é útil para revisão, mas não substitui a resolução de questões.

Pegue cada bloco deste artigo e pratique com problemas contextualizados. É nessa etapa que você aprende a reconhecer quando cada relação matemática realmente deve ser utilizada.

Se quiser organizar sua preparação com uma sequência estruturada de conteúdos, exercícios e revisões, conheça o Extensivo Waldemática.

Você também pode começar pelos Cursos Gratuitos Waldemática.

As fórmulas são ferramentas. No ENEM, o diferencial está em entender o problema e escolher a ferramenta certa.

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