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Cursos mais procurados para 2027: o que os dados de 2026 revelam

Veja quais cursos lideram a procura para 2027, compare vestibulares, Sisu e licenciaturas e entenda o que os dados de 2026 realmente mostram.

Quem está terminando o Ensino Médio provavelmente já pesquisou algo como “quais são os cursos mais procurados para 2027?”. O problema é que muitas listas misturam números que medem coisas completamente diferentes.

Um curso pode ter muitos inscritos, outro pode apresentar uma relação candidato/vaga enorme e um terceiro pode exigir uma nota de corte muito alta. Nenhuma dessas informações significa exatamente a mesma coisa.

Por isso, antes de criar um ranking, vale entender os dados.

Neste artigo, vamos analisar números já disponíveis para ingresso em 2027, comparar processos seletivos diferentes e aproveitar o tema para aprender um pouco de Estatística aplicada à vida real.

Antes do ranking: o que significa “curso mais procurado”?

Existem pelo menos quatro maneiras comuns de medir a procura por uma graduação.

Buscas na internet medem interesse ou curiosidade.

Número absoluto de inscritos mostra quantas pessoas escolheram determinada oferta ou processo seletivo.

Relação candidato/vaga compara o número de candidatos com a quantidade de vagas disponíveis.

Nota de corte representa um indicador de desempenho dos candidatos dentro das regras de cada seleção. No Sisu, por exemplo, as notas de corte parciais servem apenas como referência durante as inscrições e podem mudar até o fechamento do processo.

Essas medidas não são equivalentes.

Imagine dois cursos.

O curso A recebe 10.000 candidatos para 1.000 vagas:

10.000 ÷ 1.000 = 10 candidatos/vaga.

O curso B recebe apenas 500 candidatos, mas oferece 10 vagas:

500 ÷ 10 = 50 candidatos/vaga.

O curso A possui muito mais inscritos em números absolutos. O curso B, entretanto, apresenta uma relação candidato/vaga cinco vezes maior.

Isso não permite concluir sozinho qual prova é “mais difícil” ou quais candidatos são mais preparados. Permite apenas afirmar que, segundo a relação candidato/vaga, o curso B é mais concorrido.

Estudante analisando diferentes indicadores sobre os cursos mais procurados para ingresso em 2027.
Inscritos, candidato/vaga, nota de corte e buscas na internet medem aspectos diferentes da procura por uma graduação.

O que já sabemos sobre os cursos mais procurados para 2027

Em 29 de setembro de 2026, alguns vestibulares para ingresso em 2027 já encerraram suas inscrições e divulgaram números oficiais.

Outros ainda estão em andamento. É o caso da Fuvest 2027, cujas inscrições seguem até 9 de outubro. Por isso, números finais da concorrência da USP para 2027 ainda não devem ser apresentados como consolidados.

Unicamp 2027: Medicina lidera e novos cursos estreiam com procura relevante

A Unicamp registrou 58.431 candidatos no Vestibular 2027, disputando 2.523 vagas distribuídas em 70 cursos. O total de inscritos caiu 5,2% em relação à edição anterior.

Entre cursos selecionados de grande procura na ampla concorrência aparecem:

CursoCandidatos/vaga
Medicina204,5
Arquitetura e Urbanismo61,7
Ciência da Computação57,4
Farmácia41,2
Ciências Biológicas — integral39,8
Engenharia de Computação33,2
Ciências Econômicas — noturno32,4
Fonoaudiologia31,1
Comunicação Social — Midialogia29,9
Relações Internacionais29,0

Dois estreantes chamam atenção.

Relações Internacionais recebeu 1.333 inscritos e entrou entre os dez cursos mais procurados divulgados pela universidade.

Inteligência Artificial e Ciência de Dados recebeu 550 inscritos e ficou entre os 20 mais procurados da Unicamp. Na ampla concorrência, registrou 18,3 candidatos por vaga.

Isso não basta para provar sozinho uma tendência nacional de crescimento dos cursos de IA, mas mostra que uma graduação nova nessa área conseguiu atrair procura relevante logo em sua primeira seleção.

Cursos selecionados da Unicamp 2027 e sua relação de candidatos por vaga na ampla concorrência.
Seleção de cursos com alta procura na ampla concorrência da Unicamp 2027.

UEL 2027: por que precisamos separar as modalidades?

A Universidade Estadual de Londrina registrou 18.486 inscritos no Vestibular 2027, incluindo treineiros, cerca de 7% acima do ano anterior.

No sistema universal:

CursoCandidatos/vaga
Medicina122,2
Biomedicina58,17
Psicologia35,23
Ciência da Computação31,00
Direito Noturno16,38

Entre candidatos de escola pública:

  • Medicina: 147,22
  • Biomedicina: 80,00
  • Psicologia: 51,86
  • Ciência da Computação: 45,25
  • Direito Noturno: 38,44

Isso não significa que uma modalidade seja simplesmente “mais difícil” que outra.

Cada modalidade possui seu próprio número de candidatos e seu próprio número de vagas. Por isso, comparar os índices exige observar os respectivos numeradores e denominadores.

Medicina continua muito concorrida, e tecnologia aparece em diferentes indicadores

Nos vestibulares analisados, Medicina continua apresentando números muito altos de concorrência.

Na Unicamp 2027, são 204,5 candidatos/vaga na ampla concorrência. Na UEL, são 122,2 no sistema universal.

Ao mesmo tempo, áreas ligadas à tecnologia também aparecem em posições relevantes: Ciência da Computação registra 57,4 candidatos/vaga na Unicamp e 31 na UEL; o novo curso de IA e Ciência de Dados da Unicamp chegou a 18,3.

O Sisu fornece outro sinal interessante, mas utilizando uma métrica diferente.

O que mudou de 2026 para 2027?

A Unicamp oferece uma oportunidade interessante de comparação porque já temos dados das duas edições.

Curso20262027Variação aproximada
Medicina241,9204,5−15,5%
Arquitetura66,961,7−7,8%
Ciência da Computação65,057,4−11,7%
Ciências Biológicas41,839,8−4,8%
Farmácia41,241,20%
Engenharia de Computação38,933,2−14,7%

Para Medicina:

(204,5 − 241,9) ÷ 241,9 × 100% ≈ −15,5%.

Isso significa que a relação candidato/vaga caiu aproximadamente 15,5%.

Mas daí não podemos concluir que Medicina “perdeu valor” ou que os estudantes abandonaram a carreira.

O vestibular inteiro teve 5,2% menos inscritos.

A própria Comvest aponta hipóteses adicionais: parte dos candidatos pode estar migrando para outras formas de ingresso da Unicamp, como Provão Paulista e Enem-Unicamp. No caso de Medicina, a instituição também menciona a expansão da oferta de vagas e cursos em outras regiões como possível fator.

A estatística mostra o movimento. Explicar sua causa exige dados adicionais.

Comparação da relação candidato por vaga em cursos da Unicamp entre os vestibulares 2026 e 2027.
A concorrência caiu em várias carreiras da Unicamp em 2027, ao mesmo tempo em que o total de inscritos no vestibular recuou 5,2%.

Onde estão alguns dos maiores números absolutos de inscritos?

Para ampliar o olhar, podemos recorrer ao Sisu 2026.

Há aqui uma mudança importante em relação aos anos anteriores: o Sisu 2026 passou a considerar resultados das três últimas edições do Enem — 2023, 2024 e 2025. Quando o candidato participou de mais de uma delas, o sistema utiliza, para cada opção de curso, a edição que produz a média ponderada mais favorável segundo os pesos adotados pela instituição.

A edição ofereceu aproximadamente 274,8 mil vagas em 7.388 cursos de 136 instituições.

Entre as ofertas de ampla concorrência com maior número de inscritos estavam:

Curso e instituiçãoInscritos
Medicina — UFMG17.010
ADS — IFSP São Paulo12.944
Medicina — UFRJ10.480
Medicina — UFSCar10.166
Direito — Unifesp9.986
Medicina — UFF8.241
Medicina — Unirio8.210

O caso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas no IFSP chama atenção: foram 12.944 inscritos na oferta de ampla concorrência.

É um bom exemplo de como cursos tecnológicos também podem concentrar grande volume de candidatos.

Mas atenção: estamos agora analisando número absoluto de inscritos, não a mesma métrica usada nos vestibulares anteriores.

Ofertas de cursos com alguns dos maiores números de inscritos na ampla concorrência do Sisu 2026.
O número absoluto de inscritos revela uma dimensão diferente da procura daquela mostrada pela relação candidato/vaga.

E a nota de corte?

Nota de corte acrescenta outra dimensão.

No Sisu 2026, por exemplo, Inteligência Artificial da UFG registrou 846,72 pontos na ampla concorrência, uma das maiores notas divulgadas naquela edição.

Isso mostra alto desempenho entre os candidatos classificados naquela oferta.

Mas nota de corte elevada não significa automaticamente que aquele seja um dos cursos com maior número de inscritos do Brasil.

Cada instituição pode utilizar pesos diferentes para as áreas do Enem, e o resultado depende também da quantidade de vagas e do desempenho do grupo de candidatos.

E no Google, quais cursos despertam interesse?

A 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, publicada pelo Instituto Semesp em 2026, também apresenta os “Cursos Mais Buscados na Internet”, utilizando dados do Google.

No quadro referente a janeiro a outubro de 2025 aparecem, entre outros:

Administração, Direito, Medicina, Psicologia, Enfermagem, Farmácia, Educação Física, Nutrição, Fisioterapia, Biomedicina, Pedagogia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Letras, Marketing e Gastronomia.

O quadro deve ser interpretado como indicador de interesse de busca. Não transformar sua disposição gráfica em ranking ordinal sem informação metodológica que autorize isso.

Pesquisar “Psicologia” no Google não é a mesma coisa que se inscrever em Psicologia no vestibular.

Cursos menos procurados: baixa concorrência não significa curso ruim

Se existe um topo, existe também uma base.

Como as inscrições para a Fuvest 2027 ainda estavam abertas em nossa data de análise, usamos a edição 2026 apenas como referência histórica.

Na Fuvest 2026, Medicina registrou 90,7 candidatos/vaga, enquanto algumas carreiras apresentaram relações bem menores:

  • Engenharias de Alimentos e de Biossistemas: 1,0
  • Gerontologia: 1,5
  • Gestão Ambiental: 2,2
  • Geociências e Educação Ambiental: 2,5
  • Licenciatura em Matemática/Física: 2,7
  • Ciências Exatas: 2,8
  • Geografia: 3,2
  • Letras: 3,3

Baixa procura não mede qualidade acadêmica.

Ela indica apenas que, naquele processo seletivo e naquele ano, a quantidade de candidatos foi pequena em relação ao número de vagas.

Um caso concreto mostra que a procura pode, entretanto, influenciar decisões institucionais.

Em maio de 2026, a Unicamp aprovou a extinção de Tecnologia em Saneamento Ambiental, e a pró-reitora de Graduação atribuiu a decisão à baixa procura. O curso deixou de ser oferecido no Vestibular 2027.

Na mesma reorganização acadêmica, a universidade também criou novas graduações, entre elas Relações Internacionais e Inteligência Artificial e Ciência de Dados.

Licenciaturas: o contraste que chama atenção

Quando olhamos para algumas licenciaturas da Unicamp 2027, encontramos relações candidato/vaga muito menores:

CursoCandidatos/vaga
Matemática — Licenciatura3,7
Física — Licenciatura4,1
Pedagogia — integral5,4
Licenciatura Integrada Química/Física8,3
Letras — integral8,3
Ciências Biológicas — Licenciatura10,6

Compare apenas a escala:

Medicina: 204,5 candidatos/vaga.

Matemática — Licenciatura: 3,7.

Física — Licenciatura: 4,1.

Isso não significa que uma graduação seja mais importante que a outra. Significa apenas que a procura relativa às vagas disponíveis é radicalmente diferente.

Há ainda um ótimo exemplo de efeito de base.

A Licenciatura Integrada Química/Física passou de 3,1 candidatos/vaga em 2026 para 8,3 em 2027.

A variação foi:

(8,3 − 3,1) ÷ 3,1 × 100% ≈ 167,7%.

Ou seja, um crescimento de aproximadamente 168%.

É uma porcentagem enorme.

Mesmo assim, o valor final continua em 8,3 candidatos/vaga.

Por isso, porcentagem sem o valor de partida pode produzir uma impressão enganosa.

Concorrência de licenciaturas na Unicamp e indicadores de renovação de professores no Brasil.
Vestibular e mercado docente medem populações diferentes, mas juntos ajudam a compreender o desafio de atrair e formar novos professores.

O Brasil está renovando seu quadro de professores?

Aqui precisamos mudar de população estatística.

Saímos dos vestibulandos de uma universidade e passamos a analisar professores e concluintes de licenciaturas no país.

Pesquisa do Instituto Semesp divulgada em setembro de 2026 aponta que, entre 2015 e 2025, o número de professores do Ensino Médio com até 24 anos caiu 31,1%.

No mesmo período, o número de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5%.

A chamada taxa de renovação caiu de 0,95 em 2015 para 0,32 em 2025. Mantida a tendência analisada pelo estudo, a projeção é de 0,17 em 2040 — aproximadamente um novo ingresso para seis aposentadorias.

O mesmo estudo aponta retração de 13,5% no número de concluintes de licenciaturas entre 2015 e 2024.

Esses dados não provam que a baixa concorrência observada em um vestibular causou o envelhecimento da categoria.

São populações diferentes.

Mas ambos ajudam a entender por que a atração e a formação de novos professores se tornaram um tema relevante na educação brasileira.

Quantas pessoas estudam licenciatura no Brasil?

Os dados consolidados mais recentes do Censo da Educação Superior são de 2024.

Segundo o Inep:

  • 1.718.590 estudantes estavam matriculados em licenciaturas;
  • 69% dessas matrículas eram em EaD;
  • houve 804.048 ingressantes em licenciaturas em 2024;
  • 81% dos ingressantes estavam na modalidade EaD.

Essa diferença é importante.

“Matrículas” representa o estoque de estudantes em diferentes etapas dos cursos.

“Ingressantes” considera quem entrou naquele ano.

Misturar as duas populações produziria uma interpretação errada.

As regras das licenciaturas EaD também mudaram

O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, reorganizou as regras da educação a distância no ensino superior.

Entre as mudanças, o artigo 9º proibiu a oferta de cursos de licenciatura no formato totalmente a distância.

O decreto também prevê regras de transição para instituições e cursos já autorizados.

Isso não significa que todos os estudantes que já cursavam licenciaturas EaD tiveram seus cursos cancelados.

Pé-de-Meia Licenciaturas: tentativa de aumentar a atratividade

Outra iniciativa recente é o Pé-de-Meia Licenciaturas.

Na edição 2026, a CAPES prevê até 12 mil bolsas.

O apoio financeiro é de R$ 1.050 mensais:

R$ 700 disponíveis mensalmente e R$ 350 destinados a uma poupança vinculada ao futuro ingresso do bolsista como professor da rede pública.

Entre os requisitos estão nota média igual ou superior a 650 no Enem e ingresso em licenciatura presencial por Sisu, Prouni ou Fies.

Segundo a CAPES, o número de estudantes com nota igual ou superior a 650 no Enem matriculados em licenciaturas presenciais cresceu 60% em 2025 em relação ao ano anterior, após a criação do programa.

Esse número é uma informação oficial do programa. Ele não deve ser confundido com uma avaliação independente de impacto de longo prazo.

Cinco cuidados estatísticos antes de interpretar esses rankings

1. Número absoluto e candidato/vaga respondem a perguntas diferentes.

17 mil inscritos parecem um número gigantesco. Mas é preciso saber quantas vagas existem antes de medir a concorrência.

2. Candidato/vaga não mede qualidade do curso.

Uma relação baixa pode existir em uma universidade excelente. O indicador mede procura relativa à oferta de vagas.

3. Nota de corte depende das regras da seleção.

No Sisu, instituições podem utilizar pesos diferentes para as áreas do Enem. Modalidade de concorrência, quantidade de vagas e desempenho dos candidatos também influenciam o resultado.

4. Variação percentual exige contexto.

Uma queda de 15% não demonstra automaticamente uma mudança equivalente no interesse por uma profissão.

5. O valor inicial importa.

Passar de 3 para 6 representa crescimento de 100%.

Passar de 100 para 150 representa crescimento de apenas 50%.

Apesar da porcentagem menor, o segundo caso acrescentou 50 unidades, enquanto o primeiro acrescentou apenas três.

Esse é o efeito de base.

Perguntas frequentes

Quais são os cursos mais procurados para 2027?

Nos vestibulares 2027 que já divulgaram dados consolidados, Medicina permanece entre os cursos de maior concorrência. Computação, Arquitetura, Psicologia, Biomedicina e outras carreiras também apresentam números elevados dependendo da instituição e da métrica utilizada.

Não existe, porém, um único ranking nacional que combine todos os vestibulares, o Sisu e todas as formas de ingresso.

Medicina continua sendo muito concorrida?

Sim.

Na Unicamp 2027 são 204,5 candidatos/vaga na ampla concorrência. Na UEL, Medicina registrou 122,2 candidatos/vaga no sistema universal.

Inteligência Artificial já aparece entre cursos concorridos?

Sim, mas precisamos definir o recorte.

O novo curso de Inteligência Artificial e Ciência de Dados da Unicamp registrou 18,3 candidatos/vaga e 550 inscritos, ficando entre os 20 cursos mais procurados da universidade em sua estreia.

Já Inteligência Artificial da UFG registrou nota de corte de 846,72 na ampla concorrência do Sisu 2026.

São sinais relevantes de interesse, mas não constituem sozinhos um ranking nacional da área.

Licenciatura em Matemática é muito concorrida?

Na Unicamp 2027, Matemática — Licenciatura registrou 3,7 candidatos/vaga na ampla concorrência.

Na Fuvest 2026, a carreira que reunia Licenciatura em Matemática/Física registrou 2,7 candidatos/vaga.

Nos dois exemplos, a concorrência é muito inferior à de carreiras como Medicina ou Psicologia.

Por que as licenciaturas atraem menos candidatos?

Não existe uma única causa que possa ser demonstrada apenas pela relação candidato/vaga.

Questões salariais, condições de trabalho, percepção social da profissão, oferta de cursos, modalidade de ensino e expectativas de carreira podem fazer parte do debate.

Um curso menos concorrido é mais fácil de entrar?

Ele possui menos candidatos por vaga segundo essa métrica.

Isso aumenta a quantidade relativa de vagas disponíveis por candidato, mas não garante aprovação.

O resultado ainda depende das regras do processo seletivo e do desempenho dos candidatos.

Conclusão: os dados ajudam, mas não escolhem sua profissão

Os números mostram um cenário interessante.

Medicina continua apresentando concorrência muito elevada.

Computação, ADS, Inteligência Artificial e Ciência de Dados aparecem com destaque em diferentes indicadores.

Ao mesmo tempo, algumas licenciaturas registram relações candidato/vaga muito menores, justamente quando estudos nacionais apontam desafios na renovação do quadro de professores.

Mas a principal lição deste artigo não é descobrir qual curso está “em alta”.

É aprender a perguntar:

Em alta segundo qual dado?

Número de inscritos?

Candidato/vaga?

Nota de corte?

Busca no Google?

Crescimento percentual?

Cada indicador responde a uma pergunta diferente.

Antes de escolher uma graduação, vale cruzar essas informações com seus interesses, suas aptidões, as características do curso e seu projeto pessoal.

E, se sua escolha envolve um processo seletivo competitivo, preparação continua sendo a parte sobre a qual você realmente tem controle.

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Fontes e referências

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